
Está aberta a 25º edição do Salão Internacional do Automóvel. Até o próximo dia 8 de novembro, os amantes das máquinas (ou quem convive com um) poderão apreciar as novidades preparadas pelas montadoras no centro de convenções Anhembi Parque, em São Paulo. A equipe Cibermundo esteve no evento e mostra as novidades e atrações presentes no evento ao longo da semana.
Para quem nunca foi ao Salão do Automóvel, à primeira vista, o que surpreende é a amplitude do evento. São 170 expositores e mais de 450 veículos, em uma área de 85 mil metros quadrados. O estacionamento para o público ocupa toda a área do sambódromo Grande Otelo, que fica ao lado do centro de convenções. Entretanto, a segunda coisa que mais impressiona, à primeira vista, é o preço. O ingresso normal custa R$30 e crianças entre 5 e 12 anos pagam R$20. Os ingressos podem ser comprados também pela internet, onde o visitante ganha um tímido desconto, pagando R$ 25,50. Logo no estacionamento, em tempos de crise econômica, a surpresa também não é boa. A organização do evento cobra R$20, o período. A boa notícia é que os visitantes que comparecerem com automóvel da marca Ford, não pagam estacionamento.
Após recuperar-se da violência econômica sofrida logo no início, o visitante pode voltar a sorrir com as primeiras amostrar do Salão. A entrada do pavilhão é destinada às empresas de modificação e equipamentos automotivos, como Falcon, Clarion e Pionner. Entre os sonhos de consumo dos amantes do tunning, destacam-se o Chevrolet Calibra inteiramente modificado pela Falcon, denominado Concept F, e o cinematográfico (literalmente) Audi A3. É nesta área, também, que se encontra o estande da FEI (Faculdade de Engenharia Industrial), que apresenta o roadster chamado X-20. Por meio de uma câmera sensorizada instalada no pára-brisa, o veículo promete andar sozinho, sem a intervenção do motorista.
Uma vez tele transportado para dentro do Salão, saber por onde começar não é tarefa fácil. São mais de 25 montadoras principais, que abusam da tecnologia audiovisual para chamar a atenção. Se compararmos com a edição anterior do evento, no entanto, percebe-se que a produção, no geral, era mais atraente. A Mitsubishi foi uma das poucas que conseguiu chamar a atenção do público distante do estande, com uma área bem iluminada, e um monumento composto por milhares de lâmpadas com as cores da marca. A Volksvagem também se destacou, apresentando o novo Voyage em uma espécie de carrossel elevadiço, realizando movimentos de rotação e translação na entrada do estande.
Cara nova no mercado nacional
Entre os pontos principais que merecem destaque nesta 25º edição do Salão do Automóvel estão as novidades para o mercado. Muitas montadoras acumularam suas novidades para o evento, que contou ainda com a presença ilustre da chinesa Effa e a indiana Mahindra.
Volksvagem Voyage – Com um belo desenho externo e um interior espartano que deixa a desejar, o pequeno sedã custa, a partir de, R$ 30 mil. Não é muito, em comparação aos concorrentes, mas a falta de esmero no habitáculo é reflexo de cada centavo que se deixa de pagar por ele. Neste jogo de perde e ganha, entretanto, o resultado foi positivo.
Ford Focus – Chega ao Brasil a terceira geração do Focus, sem nem, sequer, conhecermos a segunda. Isso porque, quando a segunda geração foi lançada, na Europa, a Ford brasileira optou por continuar com a versão original. Oito anos após o lançamento do primeiro Focus, em solo verde-amarelo, o modelo já estava completamente defasado, despencando nas vendas vertiginosamente. Entre reestilizar a primeira versão e trazer a terceira, lançada na Europa também este ano, a Ford optou pelo novo modelo. O resultado é um belo veículo, com linhas ousadas, conforto e acabamento de primeira.
Fiat Línea – O primo do Punto promete rivalizar com o intocável Honda New Civic (nem mais tão new assim), Toyota Corolla, Ford Fusion e etc. Na teoria, a Fiat acertou no desenho, não dando a mínima impressão de ser um “Punto sedã”, resultado de um trabalho estético mais aprofundado. Na prática, apesar do ótimo acabamento, o Línea é menor que os concorrentes, oferece menor espaço interno e não cobra menos por isso.
Honda New Fit – O bem sucedido carrinho japonês apareceu por aqui em 2003. Vendeu mais de 200 mil unidades e ganhou fama de “bom, bonito? Barato!”. Com a nova geração, o Fit ganhou mais espaço interno, mais equipamentos, e o desenho ficou mais robusto. A maior altura e linha de cintura apagaram o aspecto franzino da versão anterior, transformando-o em um carro muito atraente. Mas como nem tudo na terra dos impostos são flores, o New Fit não sai por menos de R$54 mil. Logo, o estigma da nova geração deverá ser mesmo a de “bom e bonito… Barato?”
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Audi A3 modificado pela Pionner
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Estande da Mitsubishi
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Volksvagem Voyage
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Ford Focus
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Fiat Linea
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Honda New Fit