
Uma das mais conhecidas guerrilhas em todo o mundo, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, ou simplesmente FARC, sofreu nos últimos dias mais uma forte perda de seu status, com o resgate da franco-colombiana Ingrid Betancourt, e agora fica a mercê de um enfraquecimento natural.
Depois de um início de ano sofrível para o grupo, com a perda de seus três principais nomes em apenas um mês, Manuel Marulianda, Raul Reyes e Ivan Rios, a liberação de Betancourt pode ser considerado mais um fator que pode levar a ruína das FARC.
Por mais que exista uma grande simpatia por parte da população colombiana, e contar com outros 800 refens em suas mãos, os quatro baques sofridos pela guerrilha podem significar o início de uma reviravolta de sua história. Levando em consideração que paises da União Européia, e também os Estados Unidos, tomam-no por terroristas, este momento pode ser crucial para sua existência.
Ingrid Betancourt era a maior moeda de troca das FARC até então, e sua liberação repentina pode custar caro não apenas para a continuação do grupo, mas para a força perante o resto do mundo. A não ser que seja confirmado o pagamento de US$ 20 milhões para o resgate pelo governo colombiano. Desta maneira, a popularidade do presidente Uribe, que neste momento supera marcas de 90%, cairia vertiginosamente, e a força das FARC recuperar-se-ia.
Seja qual for o próximo passo do grupo, é certo apenas que este é um momento delicado para sua continuidade no futuro, e qualquer ação tomada pode levar a uma provável implosão, ou um fortalecimento estrondoso. Por que dificilmente as FARC conseguiriam sobreviver após um quinto strike.



