Quarto strike

By Raphael Diegues

Uma das mais conhecidas guerrilhas em todo o mundo, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, ou simplesmente FARC, sofreu nos últimos dias mais uma forte perda de seu status, com o resgate da franco-colombiana Ingrid Betancourt, e agora fica a mercê de um enfraquecimento natural.

Depois de um início de ano sofrível para o grupo, com a perda de seus três principais nomes em apenas um mês, Manuel Marulianda, Raul Reyes e Ivan Rios, a liberação de Betancourt pode ser considerado mais um fator que pode levar a ruína das FARC.

Por mais que exista uma grande simpatia por parte da população colombiana, e contar com outros 800 refens em suas mãos, os quatro baques sofridos pela guerrilha podem significar o início de uma reviravolta de sua história. Levando em consideração que paises da União Européia, e também os Estados Unidos, tomam-no por terroristas, este momento pode ser crucial para sua existência.

Ingrid Betancourt era a maior moeda de troca das FARC até então, e sua liberação repentina pode custar caro não apenas para a continuação do grupo, mas para a força perante o resto do mundo. A não ser que seja confirmado o pagamento de US$ 20 milhões para o resgate pelo governo colombiano. Desta maneira, a popularidade do presidente Uribe, que neste momento supera marcas de 90%, cairia vertiginosamente, e a força das FARC recuperar-se-ia.

Seja qual for o próximo passo do grupo, é certo apenas que este é um momento delicado para sua continuidade no futuro, e qualquer ação tomada pode levar a uma provável implosão, ou um fortalecimento estrondoso. Por que dificilmente as FARC conseguiriam sobreviver após um quinto strike.

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2 Respostas para “Quarto strike”

  1. Lucas Leandro Disse:

    Apenas um reparo merece ser feito ao artigo: as Farc não contam com nenhuma simpatia da população colombiana. Esta simplesmente as despreza e apóia vigorosamente os esforços de seu corajoso presidente Uribe no sentido de destruir esse grupo guerrilheiro comunista. As Farc só contam com a simpatia de alguns delinqüentes brasileiros, cuja presença maciça se verifica nas universidades, é bom ressaltar. Em um momento em que a cínica imprensa brasileira insiste em rotular as Farc com um mero “grupo narco-guerrilheiro”, deve-se sempre lembrar a natureza comunista das Farc e sua ligação com o Foro de São Paulo, grupo idealizado por Fidel Castro e materializado por Lula e pelo PT. Para entender o assunto, é obrigatória a leitura de farto material fornecido pelo jornalista e filósofo Olavo de Carvalho (http://www.olavodecarvalho.org/semana/050926dc.htm), um dos únicos jornalistas brasileiros que vinha denunciando a estratégia do Foro há mais de dez anos na grande mídia, sendo boicotado e rotulado como um “louco fanático anti-comunista”. Agora que o fim das Farc se anuncia, todos os seus ex-companheiros passam a enfatizar que a “guerrilha tinha métodos condenáveis, como o seqüestro”, que “o seu tempo já passou”, como se tal estratégia não fosse perfeitamente própria da mente revolucionária, que não se apega a idéias soltas ou pessoas, mas luta por manter vivo o espírito revolucionário mesmo. Para quem quer ficar informado sobre o assunto, recomendo a leitura do site http://notalatina.blogspot.com/.

  2. cissa Disse:

    nossa. adorei a iniciativa desse blog. vai me salvar da minha alienação.
    Beijos
    -C

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