Posts de Outubro, 2008

Podcast#01: Trânsito nas cidades

Outubro 29, 2008

Começa hoje uma novidade no Cibermundo. Além dos habituais artigos que publicamos semanalmente por aqui, a partir de agora estreamos mais um canal de comunicação para opinar, debater e argumentar sobre os fatos e temas atuais que acontecem no mundo. Ainda sem periodicidade definida, o Cibermundo Podcast funcionará como espaço para discussões entre nossos autores e também convidados especializados sobre os assuntos em pauta.

Na primeira edição discutiremos o problema do trânsito nas cidades, com seus congestionamentos, barulho e poluição. Quem nunca teve um dia ruim nas ruas? Com a falta de infra-estrutura necessária para aportar tantos carros que existem atualmente no trânsito. A chance de sofrer um acidente ou ser assaltado a cada dia cresce mais, e o ato de dirigir parece ser uma tarefa arriscada para os mundanos habitantes.

Para ouvir basta clicar no PLAY abaixo.

Existirá uma pedra no meio do caminho?

Outubro 27, 2008

Quem nunca na vida teve algum momento de dúvida e precisou recorrer a ele? O nome de um antigo presidente, uma foto de uma catedral católico-ortodoxa iugoslava, ou até mesmo descobrir se aquela palavra tem acento. Para qualquer tipo de uso, ele sempre esteve lá para apoiar a massa necessitada de informação, e em alguns casos, desinformação também.

Afinal, até hoje as palavras mais desejadas pelos usuários são as que remetem a bandas famosas, ou personagens da vasta cultura pop que compõe nossa sociedade. Entretanto, usado para o bem, ou para o mal, o que importa é que seu poder transcendeu além do limite esperado pelos próprios criados, a tal ponto de certas pessoas criarem teorias da conspiração contra ele.

Desenvolvido nos idos de 1998, quando os então universitários Larry Page e Sergey Brin abriram numa garagem o primeiro escritório, daquilo que um dia se tornaria a grande coqueluche dos empresários e funcionários atualmente.

Com o passar dos 10 anos de vida, muitos prêmios, mudanças e novas tecnologias compuseram seu vasto cabedal de opções. Isto fez com que ganhasse novos olhares dos gigantes concorrentes, que pareciam adormecidos e despertaram furiosamente de seu sono sepulcral. E assim a guerra começou.

Diversas e inimagináveis vertentes foram tomadas pela briga, que o levou a batalhas em campos desconhecidos, como a criação de aplicativos de fácil manuseio para o usuário e programas para a navegação no vasto mundo que é a web.

Seja qual for o futuro previsto para ele, o que importa é que mudou o comportamento e o modo de pensar de uma sociedade, de maneira que se divide a história da humanidade entre antes de sua criação, e depois dela.

Talvez não seja para tanto. Todavia, num futuro próximo, seja qual for o que desejamos, ele estará lá para nos ajudar. Ou não, um dia as teorias talvez estejam certas, e seremos dominados por ele, o Google.

Criar ou reestilizar? Eis a questão

Outubro 24, 2008

No mundo automotivo, um dos grandes mártires para o próximo passo de um modelo é a decisão entre inovação ou reestilização. No Brasil, o conceito reestilização sempre foi largamente utilizado, sendo uma saída mais barata e amplamente utilizada em países de terceiro mundo. São mudanças leves, na tentativa de atualizar um veículo, quando sua proposta, sobretudo no design, começa a apresentar sinais de desgaste ao tempo.

Nos últimos anos, no entanto, o público brasileiro tornou-se mais exigente, forçando as montadoras a trazer os modelos lançados no exterior, ao invés de “maquiar” o modelo já em fabricação.

O último exemplo disso foi o Honda New Fit, que, após lançamento no Japão, no ano passado, desembarca no Brasil, em substituição ao bem sucedido Honda Fit. De acordo com dados divulgados pela montadora, o modelo cresceu em todas as dimensões. Maior espaço interno, altura, linhas angulosas e mais robustas são perceptíveis no New Fit.

Por tratar-se de um modelo inteiramente novo, novas tecnologias puderam ser incorporadas, como freio a disco, ABS, nas quatro rodas (exceto na versão LX), air-bags laterais, acionamento de marchas por “borboletas” no volante, como opcional, entre outras.

Em contrapartida, outros modelos que receberam alterações recentemente, como Fiat Stilo, Citroën C3, Volksvagem Golf e Chevrolet Corsa, apostaram nos “retoques” para continuação da espécie. No caso do C3, as alterações homeopáticas no desenho são ineficientes em transformá-lo em um modelo atualizado. Mesmo assim, o modelo continua com uma boa oferta de equipamentos para o seguimento.

Já no Golf, por outro lado, é notável a preocupação em adaptar o máximo de alterações possíveis no desenho, sem que a importação do novo modelo europeu fosse necessária. O resultado, apesar de resultar em uma traseira pouco harmônica, agradou a muitos. Em equipamentos, contudo, não há nada que os modelos anteriores não oferecessem há dez anos atrás, exceto sensor de estacionamento.

Nesse jogo de perde e ganha, é válido lembrar que trazer um modelo inteiramente novo, reflete em um aumento significativo nos preços. A Honda ainda não informou o quanto cobrará pelo New Fit, mas outros modelos que receberam modificação total nesse ano, como o Gol, custam mais caro do que os concorrentes. Em tempos de crise econômica, é essencial analisar friamente antes de tomar uma decisão.

O soçobro da gigante

Outubro 22, 2008

A Yahoo! anunciou nesta semana os números referentes ao terceiro trimestre de 2008. Em comparação com a mesma época do ano fiscal anterior, a margem de lucro da companhia ligada ao setor de informática e tecnologia despencou vertiginosamente, de pouco mais de 150 milhões de dólares, para exatos 54,3 milhões.

Aí vem a pergunta. E?

Em apenas 12 meses, o resultado obtido pela Yahoo! diminuiu em dois terços, gerando uma soma muito aquém do normal. Esse déficit demonstra o momento de queda das companhias de internet, já que até então apresentavam ganhos consideravelmente altos. Depois de alguns anos de crescimento no setor, alavancados principalmente pelo Google, a velha máxima da economia pegou de surpresa àqueles que se julgavam inatingíveis. 

Quando um produto é oferecido em demasia pelo mercado e o consumidor tem a possibilidade de escolher qual dentre diversas opções escolher em cima de um mesmo serviço, a chance de uma empresa perder clientes é extremamente alta. Aí é o momento então que ela deve acender a luz amarela.

E foi o que aconteceu no mundo mágico da internet. Com tantas grandes corporações abrindo e adaptando seus portais, oferecendo cada vez mais serviços e digladiando-se entre si em batalhas intermináveis, a Yahoo perdeu espaço no mercado e sua visibilidade não tem o mesmo impacto de tempos atrás. Por exemplo, o software de mensagens instantâneas, o Yahoo! Messenger, não foi páreo para o MSN de Bill Gates; e o portal de buscas outrora página inicial de nove entre dez usuários, foi engolido pela gigante Google.

Outro ponto que acertou em cheio o estômago da companhia foi exatamente o oposto das grandes corporações. Estudantes geniosos com suas invenções mirabolantes, formando seus pequenos conglomerados e dominando os usuários que ficam a mercê de Orkuts, Facebooks, Youtube e derivados. Mesmo que depois fossem adquiridos por alguma das grandes – normalmente Google, o onipotente -, as novidades da internet deixaram a Yahoo!milhas atrás das concorrentes.

Como em qualquer outra empresa, quando o déficit acontece, ele é seguido pelo famigerado corte de custos, ou em palavras populares, demissão de funcionários. E já é oficial que aproximadamente 10% do contingente não participará da próxima festa de fim de ano da empresa.

Assim, a gangorra da informática vai perdendo paulatinamente mais um de seus carros chefes. Primeiro a América On-Line, onipotente em um dia, falida noutro. Agora a Yahoo!, que começa a mostrar os primeiros sinais de fraquejo.

E isso acontece pouco tempo depois da rejeitada oferta de compra/fusão com a Microsoft. Neste momento fúnebre para a empresa, os 44,6 bilhões oferecidos na época parecem fazer falta aos cofres. Será esse o naufrágio de mais uma gigante?