Sombras do passado

By Raphael Diegues

Não existe pessoa no mundo que poderia imaginar, seis anos atrás, que o curso da história tomaria meandros tão abruptos como foram tomados. Onze de setembro de 2001 amanheceu como qualquer outro dia ordinário, e quando o sol se pôs, a importância que havia imposto na história transcendia seu próprio espaço temporal. Foram às 24 horas mais demoradas do início do século XXI, tanto para as pessoas que viam pela mídia, quanto pelas pessoas que presenciavam o acontecimento.

Indubitavelmente a catástrofe permeou a mente de toda a população global, já que eventos como o ocorrido são assuntos referentes apenas a livros de história. Porém, não é possível julgar o ocorrido apenas com fatos empíricos. Afinal, até hoje não se sabe a razão do porque em atacar os arranha-céus norte-americanos, nem quem propriamente atacou.

Decorrente dos famigerados ataques novas ações foram tomadas, como o boom do antraz, a alta do petróleo que dura até hoje, e as tomadas de Afeganistão e Iraque, que se transformaram em novos Vietnans, onde o próprio inflado ego estadunidense impede que mais pessoas deixem de morrer numa batalha que já nasceu perdida.

Diante de tal perspectiva até mesmo parte da população vitimada clama pelo fim desse genocídio meticulosamente planejado por forças ocultas, mesmo que suas vozes não transponham os desejos e interesses dos realizadores dessa guerra sem fundamento. Fundamentos suprajugados pelos que sentiram no próprio cerne a dor da impotência imposta pelos eventos cataclísmicos que marcaram eternamente na história o onze de setembro.

Não existe pessoa no mundo que poderia imaginar, seis anos atrás, que o curso da história tomaria meandros tão abruptos como foram tomados. Não existe pessoa no mundo, salvo um pseudo-estrategista que tenta manipular o curso do mundo dentro da sala de sua alva residência.

Artigo escrito originalmente em 11/9/7

Tags: , , , ,

Deixe uma resposta