Vernácula banalização

By Raphael Diegues

081110-02

Um dos símbolos pátrios mais presente na vida das pessoas e considerado um dos mais bonitos do mundo, o Hino Nacional Brasileiro está sendo assassinado semanalmente pela Federação Paulista de Futebol, que por meio de uma Lei Estadual, é obrigado a tocar o Hino em todas as praças esportivas de São Paulo.

Desrespeitados por tudo e por todos, muitas vezes tocado bem antes dos jogadores perfilarem-se no gramado, ou até mesmo cortado em plena execução, o Hino Nacional não deveria ser tão banalizado como é. E na verdade nem pode.

Pelo quinto capítulo da Lei 5.700 de 1971, que trata sobre símbolos nacionais, é obrigatório o respeito durante a execução, portando-se de pé e em silêncio. Até mais, qualquer outro tipo de gesto, como aplaudir, é proibido quando o Hino estiver tocando.

Entretanto, o que se vê durante o inicio das partidas é a destruição da representação sonora do País. Torcedores, imprensa e até os jogadores parecem não ligar para o ato. É comum ver durante as transmissões a cantoria das torcidas durante o Hino. Este que muitas vezes é tocado quando o aquecimento ocorre e a imprensa está trabalhando.

Então qual o motivo continuar com tal desacato? Mesmo sendo uma Lei, seu funcionamento mostra-se inútil perante os acontecimentos atuais. Campanhas, como a da Jovem Pan, são presentes contra a continuação da obrigatoriedade e ganham força quando os próprios profissionais do esporte, o técnico do Palmeiras, Vanderlei Luxemburgo, é um deles, criticam esta prática.

Fica a esperança para que manifestações deste porte repercutam por todo País e cheguem aos ouvidos dos que assinam as leis. Pois até que não seja corrigido este erro hercúleo, Joaquim e Francisco continuaram rolando em seus túmulos.

Tags: , , ,

Deixe uma resposta