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Existirá uma pedra no meio do caminho?

Outubro 27, 2008

Quem nunca na vida teve algum momento de dúvida e precisou recorrer a ele? O nome de um antigo presidente, uma foto de uma catedral católico-ortodoxa iugoslava, ou até mesmo descobrir se aquela palavra tem acento. Para qualquer tipo de uso, ele sempre esteve lá para apoiar a massa necessitada de informação, e em alguns casos, desinformação também.

Afinal, até hoje as palavras mais desejadas pelos usuários são as que remetem a bandas famosas, ou personagens da vasta cultura pop que compõe nossa sociedade. Entretanto, usado para o bem, ou para o mal, o que importa é que seu poder transcendeu além do limite esperado pelos próprios criados, a tal ponto de certas pessoas criarem teorias da conspiração contra ele.

Desenvolvido nos idos de 1998, quando os então universitários Larry Page e Sergey Brin abriram numa garagem o primeiro escritório, daquilo que um dia se tornaria a grande coqueluche dos empresários e funcionários atualmente.

Com o passar dos 10 anos de vida, muitos prêmios, mudanças e novas tecnologias compuseram seu vasto cabedal de opções. Isto fez com que ganhasse novos olhares dos gigantes concorrentes, que pareciam adormecidos e despertaram furiosamente de seu sono sepulcral. E assim a guerra começou.

Diversas e inimagináveis vertentes foram tomadas pela briga, que o levou a batalhas em campos desconhecidos, como a criação de aplicativos de fácil manuseio para o usuário e programas para a navegação no vasto mundo que é a web.

Seja qual for o futuro previsto para ele, o que importa é que mudou o comportamento e o modo de pensar de uma sociedade, de maneira que se divide a história da humanidade entre antes de sua criação, e depois dela.

Talvez não seja para tanto. Todavia, num futuro próximo, seja qual for o que desejamos, ele estará lá para nos ajudar. Ou não, um dia as teorias talvez estejam certas, e seremos dominados por ele, o Google.

O soçobro da gigante

Outubro 22, 2008

A Yahoo! anunciou nesta semana os números referentes ao terceiro trimestre de 2008. Em comparação com a mesma época do ano fiscal anterior, a margem de lucro da companhia ligada ao setor de informática e tecnologia despencou vertiginosamente, de pouco mais de 150 milhões de dólares, para exatos 54,3 milhões.

Aí vem a pergunta. E?

Em apenas 12 meses, o resultado obtido pela Yahoo! diminuiu em dois terços, gerando uma soma muito aquém do normal. Esse déficit demonstra o momento de queda das companhias de internet, já que até então apresentavam ganhos consideravelmente altos. Depois de alguns anos de crescimento no setor, alavancados principalmente pelo Google, a velha máxima da economia pegou de surpresa àqueles que se julgavam inatingíveis. 

Quando um produto é oferecido em demasia pelo mercado e o consumidor tem a possibilidade de escolher qual dentre diversas opções escolher em cima de um mesmo serviço, a chance de uma empresa perder clientes é extremamente alta. Aí é o momento então que ela deve acender a luz amarela.

E foi o que aconteceu no mundo mágico da internet. Com tantas grandes corporações abrindo e adaptando seus portais, oferecendo cada vez mais serviços e digladiando-se entre si em batalhas intermináveis, a Yahoo perdeu espaço no mercado e sua visibilidade não tem o mesmo impacto de tempos atrás. Por exemplo, o software de mensagens instantâneas, o Yahoo! Messenger, não foi páreo para o MSN de Bill Gates; e o portal de buscas outrora página inicial de nove entre dez usuários, foi engolido pela gigante Google.

Outro ponto que acertou em cheio o estômago da companhia foi exatamente o oposto das grandes corporações. Estudantes geniosos com suas invenções mirabolantes, formando seus pequenos conglomerados e dominando os usuários que ficam a mercê de Orkuts, Facebooks, Youtube e derivados. Mesmo que depois fossem adquiridos por alguma das grandes – normalmente Google, o onipotente -, as novidades da internet deixaram a Yahoo!milhas atrás das concorrentes.

Como em qualquer outra empresa, quando o déficit acontece, ele é seguido pelo famigerado corte de custos, ou em palavras populares, demissão de funcionários. E já é oficial que aproximadamente 10% do contingente não participará da próxima festa de fim de ano da empresa.

Assim, a gangorra da informática vai perdendo paulatinamente mais um de seus carros chefes. Primeiro a América On-Line, onipotente em um dia, falida noutro. Agora a Yahoo!, que começa a mostrar os primeiros sinais de fraquejo.

E isso acontece pouco tempo depois da rejeitada oferta de compra/fusão com a Microsoft. Neste momento fúnebre para a empresa, os 44,6 bilhões oferecidos na época parecem fazer falta aos cofres. Será esse o naufrágio de mais uma gigante?

Yes, nós temos o iPhone!

Outubro 15, 2008

Parem as máquinas. A moda agora é ter um iPhone, o telefone do Steve Jobs. Não importa se é bonito, barato ou bom, tampouco se funciona corretamente. O que interessa é ser possuidor da nova mania dos consumidores de tecnologia. Lançado no último mês pela Claro e Vivo no país, o aparelho vem junto com um pacote que pode chegar quase até R$ 3.000,00.

Isto acontece em um momento que vai contra a onda da telefonia celular, onde os aparelhos cada vez são encontrados por preços mais módicos. Com a chegada do novo aparelho da Apple, voltam-se dos tempos do famoso ‘tijolão’, que custava na época estúpidos R$ 8.000,00.

Mesmo com um preço bem acima da média, a maior duvida gerada é sobra à qualidade do produto oferecido. O iPhone é tudo isso? Aparentemente não. Apesar de possuir uma bonita tela sensível ao toque, e outras funções inéditas, muitos contratempos são encontrados no aparelho, como a lentidão na internet e problemas em alguns aplicativos.

Desta maneira, embora seja a moda da vez ter um iPhone, não vale a pena entrar na fila inexorável que os clientes vorazes fizeram no dia do lançamento, nem pagar as paradoxais taxas cobradas para entrar na fila por um aparelho.

Até porque a própria Apple, percebendo as falhas encontradas na versão, começou a estudar a próxima geração da sécia. E também, não se deve esquecer que o Android do Google vem aí para roubar parte da sombra que a maçã tem atualmente.