
Em 24 horas o mundo descobrirá o curso dos próximos quatro anos. Amanhã é o fatídico dia para Barack Obama e John McCain, que se enfrentam no derradeiro embate pela cadeira de George W. Bush, o atual mandatário.
De um lado, um sobrevivente de guerra que teve a difícil tarefa em sua campanha de fazer o povo norte-americano esquecer do atual presidente e dar uma nova chance ao partido republicano. No outro lado, um pioneiro que tenta escrever seu nome na história, ao se tornar o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos da América.
Ambos os candidatos possuem fortes raízes na política americana, cada um de seu lado. Obama, o senador de Illinois derrotou primeiramente Clinton, naquela que para alguns ocupou o lugar da verdadeira eleição, tem o forte apoio da mídia e celebridades que difundem a idéia de votar a favor do candidato democrata. É fácil ver quase que semanalmente mensagens de apoio vindo de formadores de opinião norte-americanos, sejam escritores, atores, cantores e apresentadores.
McCain, por sua vez, o veterano da combalida guerra do Vietnã, e senador pelo estado do Arizona dês 1987, aparentemente não possui o mesmo apelo popular que seu algoz, tampouco o auxílio midiático de Obama. Além disso, o republicano possui ainda o fardo do desastroso governo de Bush, que diariamente consegue provar a teoria em que as coisas nunca estão tão ruins que não podem piorar.
A própria mídia em certos casos parece ter perdido o senso da imparcialidade, tal o apoio explicito por um ou outro candidato. A forma tendenciosa e abusiva de alguns veículos fica tão claro que pesquisas feitas em diversos estados do país comprovam a falta de seriedade por parte da população na cobertura das eleições deste ano.
Em estudo realizado pela Universidade de Harvard e o Grupo Merriam River, 62% dos entrevistados afirmam desconfiar da cobertura feita pela mídia. Na mesma pesquisa, foi revelado outros indicadores que demonstram a falta de austeridade dos meios de informação norte-americano. Para 77% dos americanos que responderam a pesquisa, a mídia retrata de maneira politicamente preconceituosa, enquanto 82% afirmam que a mídia influência diretamente na hora do voto.
Mesmo com o apoio de grandes veículos tradicionais para ambos os lados, McCain com a Fox e Obama com o New York Times, a própria população conhece as diferenças, os defeitos e os pontos positivos dos dois candidatos. Na esfera econômica, internacional ou na própria política interna, os postulantes apresentam suas próprias ideologias partidárias e pessoais, e durante os próximos quatro anos o senador que vencer tem como objetivo primário recolocar nos eixos um império que caiu perante a inépcia de um governante.
Seja qual for a opção do povo amanhã, é certo que uma escolha errada neste momento pode colocar a última pá de areia no cenário atual. Ganhe um ou ganhe o outro, o povo norte-americano tem como alento a tranqüilidade de saber que os dias da família Bush estão contatos na alva casa de uma vez por todas, e o rumo do mundo poderá, com seu novo presidente, voltar ao normal.





