
Chega à hora do momento mais importante do ano para o País. Amanhã tem início a 38ª edição do Campeonato Brasileiro, evento-mor de toda a nação varonil, que apesar dos pesares, de todos os reveses que acontecem neste cenário, acompanha fervorosamente seu time, independentemente de sua condição.
Sem dúvidas esta não é a melhor temporada de todos, afinal, os problemas usuais encontrados no certame permanecem, como a semifalência dos clubes, e seus cartolas eternos, impedindo a soltura dos grilhões políticos que impedem o futebol brasileiro se transformar naquilo que realmente é.
Entretanto, mesmo com todos os pesares e contrapontos que demonstram o amadorismo da competição, ainda é o Campeonato Brasileiro, senão a mais, um dos mais difíceis torneios nacionais do mundo. Afinal, é fácil ser campeão na China, mas aqui dentro é que como diria o outro, a jiripoca pia.
Provavelmente com o maior equilíbrio desde a instauração do torneio por pontos corridos, esta edição tem, no mínimo, oito equipes em destaque que podem sair na frente pelo título. É preciosismo tentar adivinhar agora quem será o grande campeão, e quais times são os grandes favoritos, pois agosto está ai, e pra variar, a Europa está de olho aberto.
Mesmo não apontando quem será o vitorioso, é possível ao menos ver quem pode fazer bonito no Campeonato. Atual detentor do título, o São Paulo, apesar do rendimento abaixo de outros anos, ainda pode ser visto como um dos diferenciais, por que tem em seu elenco o atacante Adriano, querendo ou não, um grande jogador. E como em terra de cego, quem tem um olho é rei, o Tricolor, assim como o Inter de Nilmar, o Cruzeiro de Wagner, e o Palmeiras de Valdívia.
Em um patamar abaixo, mas ainda melhor que os demais, encontram-se os cariocas aclamados pela mídia, Flamengo e Fluminense. Enquanto o primeiro mostrou na quarta sua verdadeira força, o time de Xerém tem um bom time, mas não tem banco, quesito obrigatório para uma competição tão longa. E esse é o mesmo problema do Santos. Melhorando seu ritmo de jogo desde o inicio do ano, a falta de reservas a altura é o grande problema da equipe, que luta, talvez, pela Libertadores.
Fora esse grupo seleto, os demais, como Galo, Coxa, Furacão e o Sport, brigam pelas vagas remanescentes na famigerada Sulamericana, e claro, para não cair e se juntar com o Corinthians.
Tirando as equipes já citadas, existe uma outra faixa intermediaria que absorve todo o restante. Equipes como o Galo, Coxa, Furacão e Sport brigam pelas vagas remanescentes na famigerada Sulamericana, enquanto os times restantes que conseguiram acesso na temporada passada têm grande chance de voltar para os jogos de terça-feira.
De resto, sobram o Vasco e o time de General Severiano. Para o primeiro o farol vermelho deveria estar acesso, já que o flerte com a Série B é constante, como pôde ser visto nos últimos anos. Já o segundo é impossível de fazer qualquer previsão, afinal, têm coisas que só acontecem com o Botafogo.



